segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quase sem querer

Tenho andado distraí­do, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso só que agora é diferente, estou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada prá ninguém.
Me fiz em mil pedaços pra você juntar, eu queria sempre achar explicação pro que eu sentia. Como um anjo caí­do fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.
Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que. Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê. E eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos deuses mais lindos. Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?
Me disseram que você estava chorando, e foi então que percebi como te quero tanto.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

replica



suave e intensa
por dentro de mim passeia
devagar e imensa
me enche sem nem ao menos me ver
tão clichê como o sol
sempre volta sem que eu peça
tão intrigante como a lua
me prende a atenção
me faz ficar, olhar, pensar
e involuntariamente
me pego sorrindo contente
só por te-la visto
em uma tarde sem sal
sem céu, cheia de nuvens e surpresas
me arrisco a lembrar
aquele tal “antigamente”
e me vem a mente
um resquício inerente
de como um dia fui capaz
de sorrir sem motivo em paz
e ao mesmo tempo em guerra
com tudo aquilo que deveras era
importante em tal ocasião
vivo me curando,
de pouco a pouco ignorando
o alerta q meu cérebro faz
quando vejo tua foto
ou recebo um fax
mas não te dês por vencida
a treplica é possível e
um pouco arriscada eu diria
mas quem sabe
um dia
um dia.



Texto de Rodrigo Mendes, em http://amorfede.tumblr.com/.

Enquanto eu respirar





"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente."

Enquanto houver você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar. A cena repete, a cena se inverte, enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar.
Tua palavra, tua história, tua verdade fazendo escola, e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar.
Metade de mim agora é assim. De um lado a poesia, o verbo, a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo incerto... depende de como você vê. O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só.
Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você. Só enquanto eu respirar...


Reticências



No fim ele não foi embora. E eu? Ah, eu fiquei esperando a volta dele... ♥