quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Momento: Tati Bernardi



"'Quem sabe você precise do meu amor tanto quanto eu preciso te amar."


"Tenho vontade de perguntar baixinho: você não gosta nem um pouquinho de mim? Nem sequer um tiquinho?
Eu sempre me apaixono por você.
Todas as vezes que te vi, eu sempre me apaixonei por você."


"E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo. E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado."


"Só quem arrepia cada centímetro do seu corpo e faz você sentir o sangue bombear num ritmo charmoso, é capaz de estragar o mundo quando parte."


"O quão sagrado é abrir mão de evoluir só porque andar pra trás é poder cruzar com você de novo."

"O importante não é só bater na porta certa, mas bater na porta até que ela se abra..."


"(...) Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais...
 Mas aí, daqui uns dias.... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esc...onder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."

"Se você não ligar, nunca mais, eu vou ficar triste, igual fiquei semana passada porque outro não ligou, igual fiquei semana retrasada porque outro sumiu. Igual eu vivo ficando chateada e vive passando. Eu tenho prostituído demais a minha espera. E as coisas parecem perder a importância toda hora. O problema é que, para perder a importância toda hora, toda hora vivem ganhando importância, e eu estou ficando cansada."


"Tenho medo de te perder por falta de atenção ou por excesso dela. Tenho todos os motivos do mundo pra te pedir pra ficar comigo, do meu lado, mas não posso fazer isso, preciso sentir que você também quer estar comigo."


"Tem sempre aquela dorzinha aguda no peito, aquela saudadezinha filha da mãe gritando no ouvido a falta que ele faz."


"Com o tempo a gente aprende que atenção, carinho e blush tem que ser na medida certa. Se não, a gente acaba de palhaça."


"Difícil é encontrar alguém com quem você queira conversar por horas."


"Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça."


"Eu tô sempre indo embora, mas aí vai um super clichê: é de tanto que eu só queria ficar. E queria que você não achasse que sou sempre louca, ainda que eu seja."


"Você tem cheiro de roupa limpinha com mente suja e eu quero te rasgar inteiro. Mas apenas te dou um beijinho no rosto. Preciso me comportar."


"Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos, fortes, morenos, sensuais, possíveis..."


"Eu não quero mais desejar aquele velho filho-da-puta que responde cada dor minha com o seu típico “hehehehehe” de quem disfarça a nossa história ou faz de conta que não sabe o quanto me assusto com pessoas rasas."


"E mais uma vez, eu abri uma página sua de uma rede social e fiquei olhando sua foto. Como eu já sorri olhando praquilo, você não tem idéia. Mas das ultimas vezes, infelizmente não era sorrindo que eu olhava."


"Alguém me perguntou se eu conhecia você, um milhão de memórias passaram pela minha mente e eu sussurrei: - Não mais."


"Sabe aquele cara que te passa rádio direto, manda mensagens direto, e te da direto toda a atenção que aquela Filho d'uma égua que se acha o macho alfa não te dá? Pois é este eu dispenso direto! Eu não sei porque mas a droga das minhas atrações sempre são pros que não prestam!"



"Quer um conselho? Ele lembrará de falar com você, quando você esquecer de falar com ele."



"Ver o nome da pessoa no celular e sentir um choque gelado que vai da planta do pé até a ponta mais dupla do cabelo (tonamerda)."



"Mas você não pode, não, eu sei que dá vontade, mas não dá pra ligar pro desgraçado e dizer: ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema?"



"Ele diz que minha perna está grossa como nunca, depois diz que quer só um cafezinho e bater um papinho. E eu não vou não. Preguiça daquele gemidinho contido dele. Queria que ele berrasse. Queria que ele berrasse: casa logo comigo! Não vou mais te enrolar, coxuda!"



"O amor podre só fede pra quem quis sentir alguma coisa. Vontade de nunca mais ser degustada pelas beiradas. Não me levam e ainda deixam um monte de merdas misturadas a mim, como se tivessem cagado eu mesma para mim mesma. Eu só fiz gostar deles. Ou melhor: eu só fiz usá-los para gostar um pouco da vida. Se eles me usaram por causa do meu buraco entre as pernas, eu os usei por causa do meu buraco no meio do peito. Quem é mais esperto? Não sei."



"Mas eu amo você. Só queria terminar dizendo isso. Eu amo você. De verdade."

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Quase sem querer

Tenho andado distraí­do, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso só que agora é diferente, estou tão tranqüilo e tão contente.
Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada prá ninguém.
Me fiz em mil pedaços pra você juntar, eu queria sempre achar explicação pro que eu sentia. Como um anjo caí­do fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.
Mas não sou mais tão criança a ponto de saber tudo.
Já não me preocupo se eu não sei por que. Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê. E eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos deuses mais lindos. Sei que às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?
Me disseram que você estava chorando, e foi então que percebi como te quero tanto.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

replica



suave e intensa
por dentro de mim passeia
devagar e imensa
me enche sem nem ao menos me ver
tão clichê como o sol
sempre volta sem que eu peça
tão intrigante como a lua
me prende a atenção
me faz ficar, olhar, pensar
e involuntariamente
me pego sorrindo contente
só por te-la visto
em uma tarde sem sal
sem céu, cheia de nuvens e surpresas
me arrisco a lembrar
aquele tal “antigamente”
e me vem a mente
um resquício inerente
de como um dia fui capaz
de sorrir sem motivo em paz
e ao mesmo tempo em guerra
com tudo aquilo que deveras era
importante em tal ocasião
vivo me curando,
de pouco a pouco ignorando
o alerta q meu cérebro faz
quando vejo tua foto
ou recebo um fax
mas não te dês por vencida
a treplica é possível e
um pouco arriscada eu diria
mas quem sabe
um dia
um dia.



Texto de Rodrigo Mendes, em http://amorfede.tumblr.com/.

Enquanto eu respirar





"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente."

Enquanto houver você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar. A cena repete, a cena se inverte, enchendo a minha alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar.
Tua palavra, tua história, tua verdade fazendo escola, e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar.
Metade de mim agora é assim. De um lado a poesia, o verbo, a saudade, do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo incerto... depende de como você vê. O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só.
Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você. Só enquanto eu respirar...


Reticências



No fim ele não foi embora. E eu? Ah, eu fiquei esperando a volta dele... ♥




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Maria do balanço



Na cidade onde nasci, vive uma louca que as pessoas apelidaram de Maria do Balanço. Nem ela mesma sabe o seu verdadeiro nome e parece não se importar que a chamem assim. Desde pequeno, eu a vejo na mesma esquina onde permanece até hoje. O apelido que lhe deram se justifica pelo fato de ela estar sempre balançando o corpo para frente e para trás, embalando, envolto em um xale, um boneco-bebê, que sempre carrega nos braços. Alheia ao calor escaldante dos verões e aos ventos gelados dos invernos, ela aperta a pequena criança contra o peito e a embala como se quisesse fazê-la dormir. Maria do Balanço é uma mulher alegre: ri, conversa com todo mundo e adora bebês. Certa vez, encontrei, nas proximidades da rua em que Maria costuma ficar, uma amiga que carregava a filha de 4 me ses em um carrinho. Começamos a conversar e nos distraímos um pouco. Quando percebemos, a louca estava com a filha de minha amiga no colo, ninando-a. A criança parecia estar gostando muito daquele agrado.
Como é comum nas pequenas cidades - e talvez devido à necessidade inerente ao ser humano de explicar comportamentos considerados estranhos - muitas histórias se criaram em torno dessa figura que já faz parte do folclore do lugar. A mais conhecida conta que Maria vinha de uma família muito rica. Solteira, engravidou de um rapaz numa época em que essa situação era intolerável aos olhos da sociedade. Então, os pais a levaram para outra cidade a fim de que completasse a gestação e tivesse o bebê em segredo. Tão logo o filho nascera, a família de Maria entregou-o para adoção. Maria não teve sequer a chance de segurá-lo, beijá-lo, afagá-lo, amamentá-lo.
E eu me criei convivendo com aquela figura tão peculiar, pois - para ir à casa de minha avó, que ficava ali perto - precisava deparar-me com aquela estranha mulher. No início, quando pequeno, assustava-me dela. Tinha medo – repulsa, até. Com o tempo, fui me acostumando com a sua presença, como nos acostumamos com a construção de um novo prédio, com a ausência de uma árvore que tombou no último vendaval, com alguma figura esquisita recém-chegada à cidade...
Passaram-se os anos, e eu já mudei algumas vezes de cidade. Meus sonhos também mudaram. Alguns abortei; outros me arrancaram. No entanto, Maria - hoje com cabelos brancos e pele enrugada - continua sempre ali, acalentando o filho que nunca chegou a conhecer.
Agora ela não me é mais uma figura estranha. Cada vez que a vejo, olho-a com aquele olhar solidário que destinamos aos nossos iguais. Sim, Maria do Balanço e eu nutrimos certa cumplicidade. Quantos de nós tivemos nossos sonhos arrancados? Quantos de nós, consciente ou inconscientemente, deles abrimos mão? Quantos de nós vivemos a acalentar sonhos passados a cada final de domingo, a cada ida ao trabalho, a cada anoitecer?
Maria permanece ali, naquela esquina, como se quisesse me lembrar de todos os meus sonhos que ficaram para trás. Ela é o retrato vivo de todos os sonhadores que jamais abrem mão de suas utopias. Eles acalentam sonhos. Ela acalenta o filho que jamais terá. Mesmo assim, impressiona-me a devoção daquela mulher àquele filho que nunca conheceu, que jamais foi seu. Na verdade, invejo sua fidelidade e seu compromisso (tão próprio dos loucos) à sua verdade, real ou inventada. No entanto, fui na direção contrária: me esqueci, abri mão de muitos dos meus sonhos... Talvez, justamente por isso, a sociedade me considere normal, saudável – respeitado, até. Sobrevivi. Mesmo assim, tenho consciência de que jamais terei a dignidade daquela mulher. Por isso, toda vez que a vejo, sil enciosamente, lhe peço:
Embala também meus sonhos, Maria. Que eles continuem vivos ao menos em ti. Acalenta-os e faze-os dormir, porque, assim como teu filho, eles jamais voltarão a mim.”

Para você, do térreo



"Desta vez te escrevo do térreo, do solo sem altura da minha casa. Aqui, meu bem, de alto existe apenas o meu grito, que já não vai mais tão longe como antes. De quantas cartas você precisa para crer no meu amor? De quantas corridas em desespero na chuva e gritos à sua janela você precisa? Diga-me, eu pago os seus preços, eu tolero as suas exigências malucas. Eu te provo o amor para ver se você prova de mim.

Céus, você se esquece de me amar! Você fixa em sua mente que não te amo e acaba assim, tentando convencer o coração de que também não me ama. Quem disse? Quem fez a tua cabeça? Eu sou um louco apaixonado que só não se atirou daquele 12º andar pelo anseio de ir te encontrar, pois o café quentinho é mais saboroso sentado à sua frente contando meus casos sem graça que você faz questão de sorrir ao fim de cada um. Eu sou um doente que não conhece a cura longe de você.

Peço que você sinta comigo a ardência ambígua que é amar. A minha obsessão tem a sua imagem e tenho medo de lhe assustar. Amor assusta, você não acha? Amor é pior do que precipício, meu bem. É me cortar em dois e dar ambas as partes para ti, apenas pela insensatez de me ver cortar e doer.

Eu já não sei mais onde te encontrar. Eu não sei, a cidade é grande e você perambula demais. Eu não sei acalmar o meu coração quando passa por mim alguém com a cor dos seus cabelos ou o doce cheiro do seu perfume. E também não contenho a insatisfação quando logo decifro que não é você, afinal, os seus detalhes são seus e fortes demais em mim para que eu te confunda por essa cidade ou pelo mundo inteiro afora.

Meu bem, não é porque estou no térreo que não dramatizo. Talvez, justamente por isso, minha inquietação aumente, porque me sinto próximo demais dos perigos do mundo, e, sinceramente, prefiro os perigos do céu, onde a colisão com as nuvens ou o chão me causa maior expectativa. Aqui tudo é pouco, apesar de ser transformar no tamanho real. E é isso que assusta: em tamanho real, tudo me parece menor ainda. Mas acalme-se, meu bem, você segue enorme, cada vez mais grandiosa.

Por favor, pegue essa sua parte “grandiosa”, a sua imensidão, e venha colar meus pedaços que se deram para ti de inúmeras formas. Cuide de mim para que eu possa cuidar de ti. Venha ser reciprocidade comigo, amor em devaneio cheio de razão por existir. De quantas cartas você ainda precisará para me salvar por definitivo dos abismos entre a Terra e o céu?

De mim,

ainda dono de um nome pequeno demais para ti."








Texto de Camila Costa, em http://umaspalavrasamais.blogspot.com/.